sábado, 4 de agosto de 2012

Olho pra trás e sinto angustia. Olho pro lado e vejo futuro. Ser mãe tem mexido muito comigo. Ter ficado nove meses longe disso aqui, longe dos sonhos despedaçados, longe das verdades pontiagudas que a vida jogou na minha cara foi um alívio, a princípio, mas agora é um choque. Reler todas as paixões, os objetivos e os sonhos que foram guardados antes de se concretizarem... ah, dói um bocado. Logo logo vou pegar minha pequena Amelie nos braços, abraça-la e chorar a dor do arrependimento. Não por tê-la deixado vir ao mundo, mas por ter precisado sofrer tanto pra aprender a valorizar a vida. Obrigada, Deus - O Sádico, por ter me feito ovular duas vezes em um mês e ter engravidado na última vez que saí com meu ex-namorado! Por que se não fosse isso, eu teria conseguido cortar meus pulsos um pouco mais fundo, tomado mais algumas pílulas com mais alguns goles de conhaque. E bem, não estaria aqui pra derramar lágrimas nem pra aprender com elas. Amelie, você é minha Sertralina, meu Rivotril, minha Psicoterapia. Obrigada por ter salvado minha vida, filha. Espero que um dia você sinta orgulho de mim por ter tido a força que eu tive. Te Amo.