O ônibus começa a andar. A voz dele sobe os degraus atrás de mim e chega até aos meus ouvidos e aos das pessoas ao meu redor também. “Eu te amo” foi o que ele gritou.
E eu, pra variar, lancei o olhar mais sujo que consegui. E o motorista disse que aquilo tinha sido uma baita prova de amor. Retribui o comentário com um sorriso amarelo.
Acabei passando a viagem inteira pensando no comentário do motorista.
O que eu mais queria era ser amada, de verdade.
Mas até que ponto isso vale a pena?
Quantos sapos dá pra engolir em nome do “amor”?
Eu ainda priorizo isso?
Não, não vale a pena, chega de sapos, eu não priorizo o amor.
Cheguei a velha conclusão: minha vida está só começando.
Eu ainda sou tão irresponsável e tão ingênua!
Não estou pronta pra tanta coisa.
È hora de dar um “time”, sabe?
De ser feliz de um jeito mais simples, onde o meu mau humor possa ser livre (haha), e não me faça ficar mais estressada ainda pq a minha ignorância passou dos limites e eu acabei magoando alguém.
Sem sexo, chocolate e baladinhas românticas.
It's strange but it's true: I can't get over the way you love me like you do.
But I have to be sure, when I walk out that door...
Oh man, how I want to break free!
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